O governo federal projeta investir pelo menos R$ 1,5 bilhão na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a ser realizada pela primeira vez na América do Sul. O torneio ocorre entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades brasileiras, com 32 seleções.
Segundo documentos do Ministério do Esporte obtidos pela Folha, a maior parte do dinheiro envolve segurança pública, telecomunicações e logística. O orçamento final depende da aprovação da Lei Geral da Copa no Senado.
O plano define regras para direitos comerciais, segurança, infraestrutura e incentivos ao futebol feminino. A maior fatia de gastos fica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estimando mais de R$ 760 milhões para ações de segurança.
Orçamento e prioridades
A estratégia envolve aquisição de equipamentos anti drone, sistemas de monitoramento, blindados e viaturas. Reforços operacionais podem incluir a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional.
Ste contidos: defesa aérea e monitoramento tático podem chegar a cerca de R$ 150 milhões, enquanto R$ 130 milhões devem financiar renovação de frota e veículos operacionais.
O Ministério do Esporte estima cerca de R$ 620 milhões para estruturação de centros de treinamento, campanhas de marketing e programas de incentivo ao futebol feminino. A área de telecomunicações receberá aproximadamente R$ 220 milhões.
Monitoramento e críticas
A pasta das Comunicações projeta investir em infraestrutura de telecomunicações nos estádios e no centro operacional no Píer Mauá, no Rio, além do estúdio internacional em Copacabana. O planejamento, no entanto, ainda depende de lei específica.
O Tribunal de Contas da União aponta riscos de governança, como atrasos na coordenação entre União, estados e municípios, falta de plano de legado esportivo e de protocolos de combate a violência de gênero nos estádios.
O TCU também destacou baixa execução orçamentária inicial: em 2025 houve apenas R$ 1 milhão na rubrica da Copa, valor bloqueado. Em 2026, o PLN prevê R$ 2,5 milhões. Um Plano Nacional de Legado deverá ser apresentado em até 180 dias.
Potencial econômico
Apesar das críticas, o governo vê potencial econômico com a Copa de 2027, citando referência recente de 2023. Na Austrália, o evento movimentou cerca de AUD 1,32 bilhão e atraiu turismo relevante.
O Brasil busca aproveitar a competição para fortalecer o futebol feminino, ampliar o turismo e movimentar setores como hotelaria, transporte e serviços. A perspectiva é usar o torneio como vitrine internacional.
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