O Flamengo teve uma noite atípica no Maracanã, apesar de confirmar a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. A equipe venceu o Cusco FC por 3 a 0, mas o público foi o menor desde 2010 no estádio pela competição. A presença total foi de 34.796 torcedores, com 32.497 pagantes e renda de quase R$ 2 milhões.
Os ingressos foram alvo de cobrança entre torcedores, que alegam preços elevados. As entradas variaram entre R$ 25 para sócios-torcedores e até R$ 500 para o público geral, com a arquibancada superior parcialmente fechada pela baixa procura. Vale destacar que, nos dois jogos anteriores do Flamengo em casa pela Libertadores, a torcida esgotou os bilhetes, mesmo com valores também altos.
Reação da torcida e dados de público
Entre os pagantes, a venda de ingressos para o confronto com o Cusco foi menor que a esperada para a competição. Em média, o Flamengo figura entre os clubes com o maior preço de ingresso médio da Série A, com valor próximo a R$ 72,70 por entrada até a 17ª rodada.
Os torcedores questionaram publicamente a política de preços pelas redes sociais. Em X, críticas ao presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, foram registradas, apontando o custo das entradas para a Libertadores. Bap já havia defendido publicamente a estratégia de preços, citando fatores comerciais e de demanda em eventos de alto impacto.
Confronto direto, vaias e gols no fim
Antes da bola rolar, gritos contra o momento do Flamengo surgiram na torcida, incluindo críticas ao meia Jorge Carrascal, que foi expulso na derrota anterior para o Palmeiras. No intervalo, vaias marcaram o ambiente no Maracanã, ainda com o placar zerado.
O Flamengo abriu o placar apenas nos minutos finais do segundo tempo, com dois gols de Bruno Henrique e um de Lucas Paquetá, consolidando a vitória sobre o Cusco. A atuação não alterou a percepção de parte da torcida sobre a atual fase da equipe.
Entre na conversa da comunidade