O México intensificou os preparativos para o Mundial deste ano com uma ação inédita de isolamento da equipe nacional. O técnico Javier Aguirre ordenou a retirada dos jogadores de seus clubes durante a fase decisiva da Liga MX, mantendo-os unidos por 30 dias.
A ideia é replicar a fórmula usada em 1986, quando Bora Milutinović levou a seleção a uma temporada de extremo convívio. Na época, a equipe passou duas semanas na Serra de La Malincha, sob condições duras, para fortalecer o espírito de grupo.
12 atletas deixaram as equipes de Liga MX para retornar ao Centro de Alto Desempenho de México City. A medida gerou insatisfação entre torcedores dos times que disputavam os playoffs, que viram o calendário ficar desfavorecido para o campeonato.
O histórico influencia o debate. Milutinović, então treinador, levou a seleção a um dos melhores mundiais do México em casa, em 1986. Ele defende que o isolamento pode criar ambiente mental preparado, mesmo com o tempo atual mais curto.
Críticos, como o ex-guarda-redes Félix Fernández, destacam riscos de lesões e a distância entre a realidade dos dias atuais e a atitude de união de outrora. A depender do desempenho, a estratégia pode ser reavaliada nos próximos dias e semanas.
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