O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na terça-feira, 2, a lei 15.421/26, que estabelece o marco legal para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 a ser realizada no Brasil. A norma define diretrizes para a organização do evento, bem como condições para atletas, delegações e torcedores, reforçando o compromisso do governo com a igualdade de gênero no esporte.
Michelle Ramalho, vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paraibana de Futebol, enfatizou a necessidade de ampliar a participação feminina em gestão, imprensa e no campo. Ela destacou que o ambiente do futebol ainda tem predomínio masculino, mas não é machista, e convidou mulheres, bem como homens que têm filhas e esposas, a atuarem no esporte.
Ainda segundo Ramalho, há avanços visíveis em diferentes áreas, com a seleção brasileira em ação nas quatro linhas e mais gestoras, presidentes de clubes e repórteres mulheres ocupando espaços. Ela compara o progresso ao observado em áreas como o Direito, onde mulheres já ocupam cargos de relevância. O otimismo inclui a expectativa de crescimento da presença feminina na próxima década.
Progresso e perspectivas
A dirigente apontou que o futebol brasileira teve restrições históricas, incluindo uma proibição que perdurou por quase cinco décadas. Atualmente, há consensus de que o cenário pode mudar de forma mais acentuada nos próximos anos, com ações e políticas voltadas à inclusão.
Evento em Lisboa
O XIV Fórum Lisboa, que ocorre de 1º a 3 de junho, reúne autoridades e acadêmicos para discutir temas como inteligência artificial, regulação de plataformas digitais e impactos tecnológicos na democracia. O fórum não está diretamente vinculado à Copa, mas compõe o contexto de debates sobre tecnologia e sociedade.
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