O Brasil chega à Copa sem ser favorito nem azarão, segundo analistas. O texto avalia que o ciclo não foi positivo em resultados nem em desempenho, com principal jogadores sem encaixe suficiente para formar uma equipe coesa. Ainda assim, há esperança de que Neymar possa chegar a tempo para ajudar.
Entre as seleções mais bem estruturadas, Portugal, Espanha e França aparecem como candidatas com elencos e sistemas consolidados. A Argentina também aparece entre as favoritas, embora com mais dúvidas sobre o ciclo recente. Os quatro normalmente exibem prontos mecanismos de jogo e jogadores de alto nível.
A Espanha aposta no controle de jogo e na qualidade de seus passes desde a defesa até o ataque. Porém, dois de seus atacantes titulares, Nico Williams e Lamine Yamal, chegam lesionados, sem substitutos equivalentes. Assim, a Espanha precisa recuperar o ritmo já no início do torneio.
Portugal e França combinam força física, técnica e pragmatismo, o que pode mantê-los competitivos ao longo do Mundial. A França mostrou consistência na Euro 2024, com solidez defensiva e meio-campo criativo. Portugal manteve equilíbrio entre ataque criativo e marcação firme.
A Argentina surge com menos fôlego após ciclos festivos e uma Copa América 2024 abaixo do esperado. Messi permanece referência, mas aos 36 anos pode ter menos impacto em partidas decisivas. O cenário deixa o time em avaliação em relação ao desempenho recente.
Entre as demais seleções, Alemanha e Inglaterra apresentam instabilidade técnica e tempo limitado de preparação. Holanda, Japão, Marrocos, Equador, Bélgica e Noruega aparecem como equipes em evolução, capazes de surpreender em dias inspirados, mas sem hierarquia entre os favoritos.
Para o Brasil, a desvantagem é de consolidar o modelo de jogo e garantir que os protagonistas avancem no sistema. Raphinha e Vinícius Jr. aparecem como peças-chave que ainda precisam se adaptar ao esqueleto proposto pela comissão técnica. A possibilidade de evolução ao longo do Mundial é apontada como fator determinante.
O principal trunfo do Brasil, segundo a análise, é a presença de um técnico de alto nível no comando. Carlo Ancelotti, caso tenha três semanas de treino, pode elevar o rendimento do time. Se avançar na fase de grupos, o adversário mais difícil até a semifinal pode ser a Inglaterra, também em construção.
Não se trata de esperar milagres, mas de acompanhar a evolução do grupo ao longo do torneio. A avaliação aponta que, se o Brasil conseguir progredir, enfrentará seleções com maior domínio técnico nos grandes duelos, sem previsões certeiras sobre o resultado final.
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