O hábito de colecionar figurinhas da Copa do Mundo tem mais de um século de história no Brasil e começou antes da chegada da Panini ao país. A prática envolve crianças, jovens e fãs de futebol que atualizam seus álbuns a cada edição.
Segundo o acervo do Museu do Futebol, o primeiro registro de uma coleção esportiva no Brasil ocorreu em 1919, com as Balas Sport da Grecchi & Cia, que traziam imagens de jogadores para colecionar. O formato de álbum apareceu apenas em 1938, pela Americana, que já utilizava figurinhas em embalagens desde a década de 1920.
Em 1958, as figurinhas passaram a ser vendidas em pacotinhos, aproximando-se do modelo atual. A Americana promovia ações com prêmios para quem encontrasse figurinhas especiais. Em 1961, a empresa passou a focar na produção de álbuns e virou editora.
A partir de 1962, fãs puderam acessar as figurinhas antes da competição, ampliando o sucesso do formato. Editoras como J.D. Campos e Bruguera also entraram no mercado com coleções temáticas de Copas.
Chegada da Panini ao Brasil
A Panini ingressou oficialmente no Brasil em 1990, após acordo com a Fifa, assegurando direitos globais de publicação. A empresa, criada em 1961 por Giuseppe e Bruno Panini, iniciou produzindo cromos do Campeonato Italiano.
Evolução do formato de figurinhas
Na década de 1970, chegaram as figurinhas autocolantes e o primeiro álbum oficial da Copa do Mundo pela Panini, lançado durante o Mundial do México. Uma cópia original foi vendida por cerca de 2 mil euros, em 2023, segundo a BBC.
Copa do Mundo de 2026
Para o Mundial de 2026, que ocorrerá entre junho e julho nos EUA, Canadá e México, a Panini preparou uma coleção com 980 figurinhas, das quais 68 são metalizadas. No Brasil, o preço varia de R$ 24,90 a R$ 359,90, conforme a edição.
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