A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou. Em dias, 48 seleções entram em campo nos EUA, Canadá e México. Pela segunda edição seguida, mulheres comandarão partidas com o apito.
A FIFA selecionou seis árbitras para o torneio, repetindo o número de 2022 no Catar. Elas representam 4% do quadro, o que evidencia ainda mais o desafio de pluralizar o futebol de alto nível.
Elas são oriundas de Estados Unidos, México e Nicarágua. A escolha (6 profissionais) passou por avaliações globais ao longo de mais de três anos, com cada uma superando etapas do processo de seleção.
Arbitragens do Mundial 2026
O grupo reúne Tori Penso e Katia Garcia como árbitras centrais. Sandra Ramírez, Kathryn Nesbitt e Brooke Mayo atuam como assistentes. Tatiana Guzmán fica responsável pelo VAR.
Katia Itzel García
Aos 34 anos, Katia Itzel García emerge como referência da nova geração. Em 2024, tornou-se a primeira mulher em mais de duas décadas a apitar uma Liga MX masculina.
É FIFA desde 2019, já participou da Copa do Mundo Feminina de 2023 e dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foi reconhecida pela IFFHS como sexta melhor árbitra mundial em 2024 e 2025.
Consolidou ainda o histórico ao apitar uma partida da Copa Ouro masculina, marco inédito para uma árbitra mexicana.
Tori Penso
A carreira de Tori Penso começou na Flórida, aos 14 anos, seguindo o caminho dos irmãos árbitros. No ensino superior, voltou-se ao apito e tudo ganhou intensidade.
Em 2020, tornou-se a primeira mulher em décadas a apitar uma MLS. Em 2021, comandou uma Eliminatória da Copa e liderou uma equipe feminina em competição masculina da Concacaf.
Penso soma ainda participações na Copa do Mundo Feminina Sub-20, na Costa Rica, e na Copa do Mundo Feminina de 2023.
Sandra Ramírez
Natural de Jalisco, Sandra Ramírez tem 37 anos e mais de 15 anos de trajetória profissional. Iniciou a arbitragem em 2010 e passou por divisões e ligas mexicanas diversas.
Recebeu o distintivo FIFA em 2019, abrindo portas para competições internacionais. Participou da Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2022 e de finais em ligas locais.
Ramírez também atuou em decisões da Liga MX Feminina e da Liga Premier, consolidando seu currículo nacional.
Kathryn Nesbitt
Norte-americana, Kathryn Nesbitt traz formação em Química e doutorado na área. Antes do apito, atuou em pesquisa científica, conciliando com a arbitragem.
O começo ocorreu na adolescência, em verões, mas ganhou espaço nos EUA ao longo da década de 2010. Em 2020, foi finalista da MLS Cup feminina, marcando história.
Participou de Copas do Mundo Feminina (2019) e Copa do Catar (2022), consolidando posição entre referências da arbitragem internacional.
Brooke Mayo
Brooke Mayo descobriu a seleção para o Mundial 2026 ainda na cama, ao telefone tocar com notícia de colegas também aprovadas. Ex-jogadora universitária, formou-se em 2011.
Migrou para a arbitragem e construiu currículo sólido, incluindo Copa do Mundo Feminina de 2023 e Paris 2024. Foi eleita Árbitra Feminina do Ano nos Estados Unidos em 2025.
Fora dos gramados, atua como professora e treinadora, ajudando a formar novas árbitras.
Tatiana Guzmán
Tatiana Guzmán decidiu seguir a carreira após ver uma árbitra atuar na Nicarágua, em 2010. Hoje, é uma das principais referências do país.
Foi a primeira mulher a arbitrar a primeira divisão do futebol nicaraguense e a primeira a comandar a final do Torneio Classificatório Olímpico Feminino da Concacaf. Também é a primeira árbitra nicaraguense selecionada para uma Copa do Mundo.
A lista mostra avanço, mas as autoridades destacam que ainda é pequena a participação feminina no quadro global de arbitragem. As mudanças, porém, já são perceptíveis em torneios de alto nível.
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