O Irã acusou os Estados Unidos de recusar vistos para grande parte da comissão técnica da seleção nacional, antes da Copa do Mundo. A denúncia veio após o governo norte-americano confirmar a concessão de vistos aos jogadores.
A embaixada do Irã na Turquia questionou publicamente o motivo da negativa a assessores técnicos e a outros membros essenciais da equipe, qualificando as recusas como discriminação. A resposta ocorreu a partir de um repasse oficial dos EUA.
Segundo a agência Fars, mais de uma dúzia de integrantes do staff de apoio esportivo e médico tiveram o visto negado, incluindo o presidente Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica. A verificação aponta para um obstáculo diplomático entre os países.
A seleção iraniana havia se classificado cedo para a Copa, mas vivia insegurança devido a ataques regionais. De Tucson, no Arizona, a equipe mudou a base de treinamento para Tijuana, no México, com chegada programada para hoje.
A estreia do Irã acontece em 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. O segundo jogo está marcado para 21 de junho, contra a Bélgica, na mesma cidade, seguido pelo duelo contra o Egito em Seattle, no dia 27 de junho.
O Irã viaja ainda hoje à Espanha e volta ao México no domingo. Na última quinta, a equipe venceu o Mali por 2 a 0 em amistoso fechado realizado em Antalya, na Turquia, onde se preparou para a Copa.
Novos ataques
Horas após a confirmação de vistos, os EUA anunciaram ataques aéreos contra o Irã. O Centcom informou a queda de quatro drones que, segundo a operação, ameaçavam o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O comando informou ainda ter atingido instalações de radar costeiro iranianas em Goruk e na ilha de Qeshm, em resposta a ações recentes. As informações foram divulgadas pela internet pelo órgão americano.
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