Mauricio Pochettino, técnico da seleção dos EUA, criticou amplamente as pausas de hidratação na Copa do Mundo. O comentário veio após o amistoso contra Senegal em Charlotte e antes do confronto com a Alemanha, em Chicago.
Ele informou que utiliza a interrupção para orientar o time, mas não concorda com a regra em todas as condições climáticas. Ainda que reconheça a necessidade em calor extremo, afirmou que em temperaturas moderadas não é essencial parar.
Para ele, a acumulação de regras pode transformar o futebol. Diz que, se continuarmos adicionando regras, o esporte pode deixar de existir como o conhecemos.
Contexto das regras
As pausas de hidratação passaram a existir na Copa do Mundo masculina desde 2014, em situações de calor acima de um limite da FIFA. A entidade definiu que todos os jogos da Copa de 2026 vão parar no meio de cada tempo, independentemente do clima.
Em Charlotte, Pochettino já havia usado a interrupção para mostrar lances aos jogadores em um laptop durante o aquecimento. O amistoso seguinte, diante da Alemanha, está marcado para o Soldier Field, com previsão de temperatura semelhante.
Um estudo da NPR, que analisou temperaturas registradas ao longo de 20 anos nos 16 estádios do torneio, aponta que mais de um terço das 104 partidas da Copa de 2026 tem alto risco de calor e umidade.
Esses dados não englobam as partidas da equipe dos EUA na fase de grupos, contra Paraguai e Turquia em Los Angeles, e contra a Austrália em Seattle.
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