O Irã chegou ao México neste domingo, 7, para montar base de treinamento em Tijuana, a poucos dias da Copa do Mundo. A chegada ocorreu de madrugada, com o avião da equipe aterrissando por volta das 5h no aeroporto da cidade. A ação ocorre em meio a tensões com os EUA durante o torneio.
A delegação iraniana enfrenta uma situação incomum: o governo americano concedeu vistos a parte dos jogadores, mas negou a entrada de cerca de 15 membros da equipe técnica, incluindo o presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj. A medida ocorre em meio ao contexto político de confronto entre os dois países.
A preparação para a fase de grupos envolve partidas em território americano, com dois jogos em Los Angeles e um em Seattle. Mesmo com a permissão para jogadores, a logística de entrada e saída exigirá deslocamentos diferenciados para a equipe técnica.
Vistos negados e logística de viagem
O embaixador do Irã no México afirmou que a seleção precisará entrar e sair dos EUA no mesmo dia de cada partida, apesar de informações anteriores sugerirem datas diferentes para a equipe técnica. Taj questionou a regra, destacando a inconsistência na autorização de entrada.
Relatos indicam que, embora alguns membros tenham visto concedido, o efeito prático é manter grande parte da delegação fora dos EUA em momentos críticos. Essa combinação de entrada restrita e ajustes no planejamento geográfico impressiona pela magnitude incomum para um Mundial.
Segurança reforçada foi observada em Tijuana, com presença de agentes da Guarda Nacional no entorno do hotel e do local de treinamento. Torcedores iranianos na região expressaram apreço pela recepção, ainda que o clima permaneça tenso entre políticas e esportes.
A seleção iraniana, que disputa a primeira partida prevista para 15 de junho em Los Angeles, chega após meses de incerteza sobre a participação no Mundial. O torneio acontece em território norte-americano, mexicano e canadense, com a equipe em foco por sua posição no conflito com os EUA.
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