Omar Artan, árbitro somali, foi impedido de entrar nos Estados Unidos no último fim de semana, em Miami. A entrada negada ocorreu mesmo com visto de viagem válido, segundo relatos. Artan seria o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo.
A decisão de negar a entrada acontece num contexto de restrições de viagem associadas a políticas de imigração divulgadas pelo governo dos EUA. Representantes do governo somali afirmaram que o episódio prejudica o compromisso da comunidade do futebol com o fair play.
Artan, que reside em Istambul há meses, recebeu reconhecimento como um dos melhores árbitros da África. Desde 2018 atua como árbitro FIFA e esteve à frente de partidas da última edição da Copa Africana de Nações, em 2023.
Ele faria parte de um grupo de 170 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo selecionados para supervisionar 104 partidas do campeonato mundial deste ano. O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, destacou Artan como símbolo de inspiração para a nova geração.
A direção do torneio esperava que Artan estivesse entre os oficiais que conduzirão as competências de arbitragem ao longo de seis semanas de competição. Até o momento, não há explicação oficial sobre o motivo da recusa de entrada.
A embaixada e o governo somali pedem apoio da comunidade do futebol para Artan, ressaltando a importância de manter padrões de meritocracia e justiça no esporte. A situação é citada como um incidente adicional de dificuldades de vistos vividas por diversos atletas e funcionários de países com relações tensas com os EUA.
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