Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali, foi impedido de entrar nos Estados Unidos e ficará afastado da Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho. A decisão foi comunicada pela Fifa nesta segunda-feira.
Segundo a entidade, a FIFA não tem como influenciar a decisão de imigração do país anfitri, que é tomada pelas autoridades dos EUA. Assim, Artan não poderá treinar nem apitar no Mundial, enquanto durar a recusa de visto.
A Polícia de Fronteira dos EUA informou que, em 6 de junho, o árbitro chegou ao Aeroporto de Miami vindo de Istambul. Após inspeção adicional, foi considerado inadmissível por questões relativas à verificação de antecedentes.
Artan tem 34 anos e detém status FIFA desde 2018. Ele havia sido eleito melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025 e era considerado um dos árbitros mais respeitados da África.
O árbitro fazia parte dos 52 apitadores escolhidos para o Mundial de 2026, o primeiro organizado por três países com participação de 48 seleções. Se atuaria, portanto, como pioneiro somali na competição.
A Somália, país de origem de Artan, já havia registrado restrições de viagem impostas pelo governo dos EUA. O caso ocorreu enquanto a relação entre o país anfitrião e a comunidade internacional permanece em observação.
Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália, lamentou a decisão, dizendo que a recusa prejudica o árbitro e o espírito de fair play. A Fifa reiterou que não pode interferir na decisão de imigração.
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