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Excursão do time do Irã nos EUA quase barrada na fronteira

Nova tensão na alfândega volta a pairar sobre a seleção iraniana, cuja passagem aos EUA depende de visto e checagens, conectando-se à estreia

Irã e Estados Unidos durante amistoso internacional em 2000
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A delegação do Irã enfrentou mais uma exigência de última hora para entrar nos Estados Unidos, semelhante ao que ocorreu na única visita anterior da seleção ao país, em 2000. Nesta vez, a viagem envolve jogos de qualificação e amistosos marcados para junho, com a diferença de que a equipe não poderá pernoitar no território americano.

A regra vigente impõe que jogadores do Irã entrem e saiam dos EUA no mesmo dia de cada jogo, sem possibilidade de hospedagem. A medida gerou críticas entre iranianos e torcedores globais, pois não é aplicada aos adversários. No calendário, o Irã tem jogos contra Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e contra o Egito em Seattle.

A história atual repete parte do passado: a delegação busca visto e autorização para cumprir o cronograma de jogos sem atrasos. A imprensa aponta que a exigência de não pernoitar não é recente, mas reacende debates sobre tratamento desigual entre seleções.

Retorno ao tema anterior

Em 5 de janeiro de 2000, a última visita iraniana aos EUA terminou com sucesso de público em diários de amistosos, incluindo o jogo no Rose Bowl diante de 50 mil pessoas. Na ocasião, houve ameaça de morte ao presidente da federação iraniana caso o time entrasse em campo, segundo relatos da polícia americana.

O episódio de 2000 envolveu ainda uma negociação prolongada para evitar a coleta de impressões digitais e fotos de cidadãos iranianos ao entrar no país. A federação exigiu isenção dessas medidas como condição para a excursão, e a autorização só foi concedida após intervenção de altos escalões do governo norte‑americano.

Ao chegar a Chicago, a delegação precisou enfrentar um agente de imigração exigente. Com o apoio de documentação de isenção, o grupo conseguiu passar pela alfândega e seguir para o Rose Bowl, onde o empate atual entre as equipes reforçou o espírito esportivo da visita. O capitão iraniano na época destacou o papel do esporte como elo entre povos.

O contexto atual envolve também tensões administrativas: embora o elenco tenha obtido vistos, relatos apontam novos entraves para alguns membros da delegação. Além disso, um caso recente envolvendo um jogador iraquiano, detido por horas no mesmo aeroporto, coloca a diplomacia esportiva sob escrutínio. A estreia do Irã no ciclo atual ocorre em 15 de junho, e a expectativa gira em torno de como as autoridades gerenciarão os procedimentos de entrada sem interrupções.

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