Michel Platini, ex-presidente da Uefa, apresentou na segunda-feira, 8, uma denúncia contra Gianni Infantino, presidente da Fifa. A acusação foi divulgada por Platini via comunicado encaminhado à agência AFP, e aponta tráfico de influência envolvendo Infantino e outros dois ex-funcionários da Fifa.
A denúncia envolve ainda a atuação de ex-oficiais da Fifa, acompanhada de um constitution de partie civile, mecanismo legal que permite à vítima abrir processo sem passar pelo Ministério Público. Platini afirma que o caso estava encerrado em outubro de 2025 e que a nova ação pode acionar a nomeação de um juiz investigador.
Contexto e histórico
Platini foi presidente da Uefa entre 2007 e 2015 e, naquela época, era apontado como rival de Infantino na disputa pela presidência da Fifa. O escândalo de 2015 envolve acusações já conhecidas no meio esportivo, com consequências disciplinares para Platini e o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, incluindo processos e sanções.
Implicações e próximos passos
A denúncia de Platini surge à proximidade da Copa do Mundo de 2026 e marca o desfecho de uma sequência de tensões públicas entre Platini e Infantino. Em entrevistas anteriores, Platini já criticou publicamente o dirigente suíço, a esse respeito descrevendo-o de forma contundente. A defesa de Infantino não foi divulgada até o momento.
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