A Copa do Mundo de 2026 será realizada pela primeira vez em três países simultaneamente: Estados Unidos, Canadá e México. Esse formato aumenta a complexidade logística para equipes que disputam o torneio, como o Irã, que enfrenta tensões com os EUA há décadas.
Entre os principais entraves estão atrasos nos vistos para a delegação iraniana e a necessidade de readequar o local de treinamento. A seleção decidiu transferir o centro de preparação para Tijuana, no México, após a restrição de permanência nos EUA imposta como condição para a emissão dos vistos.
Além disso, a logística de viagens entre EUA e México trará desgaste adicional. Os iranianos precisarão ir aos EUA, jogar e retornar ao México no mesmo dia para todos os jogos em território americano.
Vistos e impactos na comissão técnica
A aprovação dos vistos ocorreu apenas em 5 de junho, uma semana antes do início da fase de grupos. Parte da delegação, incluindo membros da direção da Federação, teve vistos negados pelo governo americano. Até o início da competição, 15 integrantes ainda não possuíam documentação válida.
Se os vistos não forem liberados, esses profissionais não poderão entrar nos EUA com a equipe e deverão permanecer no México, ampliando os desafios da organização da seleção iraniana.
Calendário da fase de grupos
O Irã disputará três partidas na fase de grupos. Em 15 de junho enfrenta a Nova Zelândia em Los Angeles. No dia 21 de junho encara a Bélgica, também em LA. E, no dia 27 de junho, enfrenta o Egito em Seattle.
Historicamente, a relação entre Irã e Estados Unidos já impactou a Copa. Em 1998, na França, houve confronto que terminou com vitória iraniana. Em 2022, no Catar, os EUA venceram por 1 a 0.
Por ora, o Irã não tem opções de enfrentar os EUA na fase de grupos e, caso avance, poderá encontrá-los apenas nas eliminatórias. O time iraniano já participou de seis Copas sem passar da fase de grupos.
Entre na conversa da comunidade