O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, teve a entrada negada nos Estados Unidos e fica afastado da Copa do Mundo de 2026. A decisão ocorreu após consulta à imigração, conforme confirmação da CBP. Artan desembarcou em Miami vindo de Istambul.
O Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu a integridade do profissional e informou que houve esforços diplomáticos para reverter a decisão. Mesmo com as gestões, não havia apoio para o retorno imediato de Artan.
A CBP explicou que o árbitro foi considerado inadmissível por questões de verificação de antecedentes. A Fifa informou que não interfere em processos migratórios, cabendo ao país anfitrião autorizar vistos e entrada.
A Somália afirma possuir visto válido para Artan e mantém total confiança na integridade do árbitro. O Ministério ressaltou que Artan era parte do quadro da Fifa desde 2018 e foi eleito o melhor árbitro africano em 2025 pela CAF.
Contexto da Copa: a edição de 2026, com 48 seleções, será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio começa oficialmente nesta quinta-feira, 11, e reúne 52 árbitros anunciados pela Fifa para atuar no Mundial.
Procurada pela AFP, uma fonte da CAF lamentou o episódio, destacando que a seleção de árbitros é prerrogativa da Fifa. Artan, de 34 anos, disse estar de bom humor e manter o foco nos próximos desafios, agradecendo o apoio de Fifa e CAF.
Caso de ingresso nos EUA ocorre em meio a endurecimento de políticas migratórias. Em novembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a Somália como “país podre” e sinalizou alterações em proteções especiais de imigração.
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