Desde 1930, a FIFA utiliza cartazes oficiais para cada edição da Copa do Mundo, variando entre referências ao país-sede e mensagens de integração global. A arte não segue regras fixas e reflete contextos culturais e históricos de cada Mundial.
Ao longo das décadas, artistas imprimiram estilos distintos. Em 1930, o Uruguai recebeu uma estética de art déco com a assinatura de Guillermo Laborde, enfatizando uma defesa em vez do gol. Em 1938, na França, Henri Desmé explorou propaganda ideológica com figuras rígidas sobre o globo.
As direções históricas dos cartazes
A primeira Copa pós-guerra, no Brasil, em 1950, apostou em um tom cosmopolita, com bandeiras reunidas e o cenário carioca ao fundo, incluindo o Corcovado. Em 1982, na Espanha, Joan Miró trouxe linhas pretas e cores vibrantes para romper o pragmatismo anterior.
Três edições em sedes diferentes marcaram 1970, 1994 e o retorno do Brasil em 2014. O cartaz de México 1970 ficou conhecido pela bola icônica com icosaedros; 1986 trouxe fotografia de Annie Leibovitz com referências a monumentos milenares. Em 1994, Peter Max apresentou o globo com ênfase na América do Norte e a bandeira dos EUA, em tom espacial.
Brasil e década 2010
O Brasil sediou pela segunda vez em 2014. A obra de Karen Haidinger mostrou a disputa de bola entre dois atletas, incorporando elementos nacionais para formar o mapa do país e sugerir união no futebol diante da polarização.
Construção atual: 2026
Para 2026, a cartelização é inédita: três artistas colaboraram, cada um representando um país-sede. O canadense Carson Ting, a mexicana Minerva GM e o americano Hank Williams compõem uma peça em estilo de colagem, reunindo elementos dos três países-sede.
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