O governo da Somália pediu explicações formais aos Estados Unidos após a suspensão de entrada do árbitro Omar Abdulkadir Artan. A política de visto impediu o somali de viajar para os EUA, onde a competição é sediada. Artan foi barrado no Aeroporto de Miami.
A Somália afirmou que coopera com o Ministério das Relações Exteriores para obter uma explicação clara sobre o caso. O Ministério Público e Esporte do país também divulgaram informações sobre a investigação diplomática em curso.
A Fifa confirmou que Artan não poderá apitar jogos na Copa do Mundo de 2026. A entidade destacou que não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião e que a situação não será alterada no momento.
O árbitro, de 32 anos, foi eleito o melhor árbitro da África em 2024 e já era esperado para atuar em jogos da Copa do Mundo de 2026. A seleção de árbitros está baseada na Flórida, o que dificultou viagens para Canadá e México, outros sedes.
Segundo o governo somali, a situação é considerada lamentável e Artan sempre atuou com profissionalismo. A convocação dele para o mundial é vista como motivo de orgulho para o país e reflete o crescimento do esporte.
Artan agradeceu às mensagens recebidas da comunidade futebolística. Em nota, reconheceu o apoio da família do futebol e desejou sucesso aos colegas que irão apitar a Copa, mantendo postura positiva diante do obstáculo.
Desdobramentos diplomáticos
As autoridades da Somália aguardam esclarecimentos formais dos EUA para entender os motivos da negativa de entrada. Não houve detalhamento público sobre critérios ou ações futuras.
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