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Árbitro impedido de entrar nos EUA retorna à Somália e é recebido como herói

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para a Copa de 2026, é impedido de entrar nos EUA e retorna a Mogadíscio; FIFA o retira do quadro de árbitros

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, Somália, em 10 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Feisal Omar
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O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito pela CAF como Arbitro do Ano em 2025, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Ele chegou a Mogadíscio no dia 10 de junho de 2026, após ter a entrada negada, segundo a FIFA. A equipe africana o escalava para apitar na Copa do Mundo de 2026.

Artan chegou ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman cercado por apoiadores e autoridades locais. O retorno ocorreu dias depois de a FIFA confirmar que o árbitro não poderia treinar nem atuar no torneio, sem detalhes sobre a decisão de imigração.

O quadro da Fifa foi afetado pela negativa de visto. A entidade informou que não interfere em políticas de visto dos países sede e que a situação de Artan não seria alterada naquele momento. A notícia ampliou o debate sobre igualdade de oportunidades no futebol.

A expectativa era de que Artan fosse o primeiro árbitro somali a apitar uma Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele integrava a lista de 52 árbitros selecionados para o torneio, organizado por Canadá, México e EUA.

Retirada do quadro da Fifa

A Fifa confirmou a retirada de Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo 2026. A entidade confirmou que ele não poderá atuar ou treinar no torneio. A decisão, segundo a FIFA, não envolve mudanças no processo de imigração dos países sede.

O caso gerou reação entre membros da comunidade futebolística, que destacaram a importância da equidade, do mérito e do espírito de fair play. A CFA e a comunidade esportiva destacaram o impacto da decisão sobre a carreira do árbitro.

Detalhes adicionais indicam que Artan é atleta reconhecido na Somália, que participa de ligas nacionais e vinha ganhando renome na arbitragem africana. A situação, até o fechamento desta apuração, não teve novos desdobramentos oficiais.

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