O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a atual gestão da entidade e o presidente Gianni Infantino após o constrangimento envolvendo o árbitro Omar Abdulkadir Artan, somali que deveria apitar na Copa do Mundo. Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos no último sábado, 6, no aeroporto de Miami.
Artan, de 34 anos, integrava a lista de árbitros da Fifa para a Copa do Mundo e desembarcou na América do Norte após uma viagem que começou no Quênia e passou pela Turquia. Mesmo com autorização prévia obtida após mobilização de profissionais do esporte nas redes sociais, ele foi barrado pelos agentes de imigração no setor de entrada.
Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Blatter afirmou ser um episódio inacreditável e absurdo. Segundo ele, existem dois princípios sagrados para sediar a Copa: a segurança do país e a concessão de vistos a dirigentes da Fifa, incluindo árbitros. Blatter dirigiu a Fifa entre 1998 e 2015, deixando o cargo após o escândalo Fifagate.
Entre na conversa da comunidade