Marrocos avançou no futebol moderno por meio de um projeto de infraestrutura que ganhou destaque internacional. O Complexo Mohammed VI, em Salé, Rabat, foi inaugurado em 2019 e hoje simboliza a transformação do futebol marroquino, consolidando bases técnicas, financeiras e de talento.
O investimento no complexo ultrapassa os 75 milhões de euros, equivalente a mais de R$ 470 milhões. A estrutura conta com 11 campos, dois cobertos, hotéis, hospital universitário, centro odontológico e museu dedicado ao futebol do país, tudo voltado ao desenvolvimento de atletas e profissionais.
Além de sediar a base da seleção, o espaço abriga a sede da Fifa na África, inaugurada em 2025 pelo presidente Gianni Infantino. Um centro de observação de atletas ligado ao projeto monitora jogadores de origem marroquina, inclusive nascidos fora do país.
A estratégia ampliou a lista de opções da seleção. Nomes da geração atual, como Brahim Díaz e Achraf Hakimi, foram vinculados a Marrocos apesar de origens fora do território nacional. O objetivo é ampliar o leque de talentos disponíveis.
O Complexo Mohammed VI ganhou projeção ainda mais ampla ao sediar o Mundial de Clubes de 2022, com o Real Madrid treinando no local antes de vencer o Al Hilal na final. Em 2025, o centro recebeu partidas da Copa do Mundo Feminina Sub-17.
Marrocos chega à Copa do Mundo de 2026 com status diferente, fruto da infraestrutura investida nos últimos anos. A equipe inicia o torneio com a expectativa de manter o desempenho elevado.
No Grupo C, o time marroquino terá como primeira rival o Brasil. A partida está marcada para sábado, 13, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, nos EUA. A organização busca manter o ritmo de evolução observado desde 2019.
A transformação vai além do campo de jogo, refletindo-se na gestão, na observação de talentos e na presença continental. O objetivo é manter Marrocos entre as seleções de ponta no cenário internacional.
Entre na conversa da comunidade