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Infantino reafirma alinhamento com EUA e Trump em coletiva

Infantino reitera apoio a Donald Trump e aos EUA, dizendo que a Copa não seria viável sem a intervenção da administração norte-americana

Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que não seria possível organizar a Copa do Mundo sem Donald Trump, presidente dos EUA
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A coletiva da Fifa com Gianni Infantino abordou temas polêmicos que ganharam repercussão internacional. O presidente disse que a organização da Copa depende do envolvimento dos EUA, especialmente do presidente Donald Trump, destacando a importância da colaboração entre as duas partes, mesmo diante de dificuldades. O tom foi de defesa do desempenho conjunto entre Brasil e EUA como anfitriões.

Durante a apresentação, Infantino reforçou que a Fifa não consegue controlar tudo que envolve vistos, entradas de delegações e segurança, citando falhas recentes envolvendo um árbitro somali considerado entre os melhores da África, bem como incidentes com equipes do Senegal e do Uzbequistão. Também mencionou o caso de um jogador iraquiano interrogado por horas.

Na sequência, o presidente da Fifa tratou do Irã e da logística de participação no torneio nos EUA. Afirmou que o Irã será acolhido e que, apesar dos obstáculos, a equipe deve jogar, sem esclarecer como ficará a entrada dos iranianos no país. O tema foi apresentado como uma questão de desafio operacional e de governança.

Em relação aos ingressos, Infantino justificou a variação de preços com a demanda e o mercado paralelo, afirmando que o valor inicial ficava abaixo de padrões de playoffs de ligas americanas. Disse ainda que o mercado paralelo absorve grande parte do valor, não a Fifa, e explicou que a receita retorna ao futebol.

Acesso, custos e impactos

O mandatário destacou que a venda de bilhetes pode beneficiar mercados menores e países remotos, citando exemplos como Sudão do Sul, Serra Leoa, Vanuatu e Timor Leste. Disse que a Fifa opera com uma base ampla de países onde a participação é um sonho para muitas delegações, mesmo diante de custos elevados.

A entrevista teve duração de uma hora e dez minutos, com perguntas de diferentes veículos. Perguntas sobre o favoritismo para a Copa e a importância de jogadores específicos contrastaram com o foco em vistos, Irã e preços de ingressos. A imprensa europeia e africana participou ativamente, embora a maior parte das perguntas tenha seguido o tom da organização.

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