Nos meses que antecederam a Copa do Mundo de 2026, a Fifa foi alvo de críticas por sua relação com o então presidente dos EUA, Donald Trump. Vistosas aparições de Gianni Infantino ao lado de Trump acentuaram a percepção de alinhamento político da entidade com interesses estatais, segundo críticos.
Paralelamente, enfrentou-se a pressão sobre a neutralidade institucional esperada pela Fifa, com o debate sobre até que ponto o esporte poderia sofrer influências políticas. A tensão decorre também de conflitos internacionais envolvendo Estados Unidos, Irã e outros países participantes.
Novas regras de visto e acesso de torcedores
A campanha de ingresso ao país gerou controvérsias significativas. Proibições de entrada para torcedores do Irã e do Haiti restringiram a presença de público. Senegal e Costa do Marfim também enfrentaram dificuldades com vistos de turismo amplamente suspensos.
Alguns viajantes enfrentaram depósitos de até 15 mil dólares, devolvidos apenas após a saída dos EUA. Embora a exigência tenha sido retirada parcialmente, a medida ilustrava como políticas de segurança moldam o torneio.
Ingressos caros e preço dinâmico
A venda de ingressos já nasceu associada a valores elevados, com pacotes finais chegando a custar cerca de 11 mil dólares. A Fifa aplicou o modelo de preço dinâmico, gerando variações entre lugares idênticos conforme a demanda.
Oreceber resultados divergentes gerou reclamações sobre transparência e prática de preços abusivos. Procuradorias de Nova Jersey e Nova York anunciaram investigações sobre a comercialização dos bilhetes.
Qualidade esportiva e expansão para 48 seleções
A Copa de 2026 manteve o parâmetro de 48 seleções, elevando o número de partidas de 64 para 104. A expansão suscitou críticas quanto à qualidade técnica, com discussão sobre o benefício de vagas adicionais para federações menores e possíveis motivações políticas por trás da mudança.
Ao mesmo tempo, criou uma nova possibilidade de disputas, ampliando a chance de eliminação de equipes de nível técnico inferior, o que gerou debates sobre o equilíbrio competitivo.
Sustentabilidade e custos de deslocamento
Apesar de declarações oficiais sobre sustentabilidade, a Copa é apontada como alvo de críticas ambientais. Estimativas apontam emissão elevada de CO2, associada à distância entre cidades-sede e ao volume de voos.
Os custos de deslocamento também chamam atenção: tarifas de trem e ônibus para estádios tiveram reajustes significativos, com variações locais e críticas sobre acessibilidade.
Mudança de base do Irã e vistos
Em meio a tensões envolvendo EUA e Irã, o governo norte-americano atrasou vistos para jogadores e comissão técnica iraniana, que disputariam jogos nos EUA. Em abril, relatos indicaram tentativa de substituir o Irã pela Itália, sem sucesso.
Diante da demora, o Irã mudou sua base de Arizona para Tijuana, México, buscando manter condições próximas ao calendário da fase de grupos. O Irã jogará duas partidas em Los Angeles e outra em Seattle, com possibilidade de encontro com os EUA na fase eliminatória, caso ambas avancem.
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