O jornal francês L’Équipe retratou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, como fantoche de Donald Trump em sua capa desta quarta-feira. A arte acompanha críticas à política migratória dos EUA durante a Copa do Mundo de 2026.
A matéria destaca casos envolvendo atletas, árbitros e integrantes de delegações que enfrentaram restrições de entrada no país. Um árbitro somali, Omar Abdulkadir Artan, passou cerca de 11 horas sob interrogatório por autoridades migratórias, chegou a ficar em cela e acabou impedido de entrar, voltando à Somália, onde recebeu celebração da torcida.
Outro episódio relata o atacante iraquiano Aymen Hussein, que ficou retido por aproximadamente sete horas na imigração antes de receber autorização para ingressar nos EUA. Um fotógrafo iraquiano que acompanha a seleção teve o visto negado e foi deportado para Bagdá.
Cambios na política de ingresso
A imprensa internacional também acompanhou a situação da delegação iraniana. Inicialmente, os jogadores podiam entrar apenas nos dias de jogos e deveriam deixar o país logo após as partidas. Nesta terça-feira, a agência Reuters informou que as autoridades americanas flexibilizaram a medida, permitindo a chegada da equipe com um dia de antecedência.
A relação entre a Fifa e o presidente Trump ganhou destaque em dezembro do ano passado, quando a entidade concedeu o Prêmio da Paz da Fifa — O Futebol une o mundo a ele. O prêmio foi criado em 2025 por sugestão de Trump, em reconhecimento a supostos esforços pela paz.
Durante a cerimônia de sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em Washington, Trump recebeu o prêmio das mãos de Gianni Infantino, que lhe entregou o troféu e uma medalha. A entrega ocorreu no mesmo evento, marcado pela premiação.
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