O árbitro somali Omar Artan foi retirado do quadro de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos. A decisão ocorreu nesta semana e o torneio começa na quinta-feira. A Fifa informou que não interfere em decisões migratórias dos países-sede.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que a situação é lamentável e que a federação não controla as decisões de imigração. Ele disse ainda que trabalham nos bastidores para entender o episódio, mas que há limitações de influência sobre governos e autoridades.
O caso ganhou repercussão internacional, com Artan sendo recebido como herói ao retornar à Somália nesta quarta-feira. A Fifa registrou que não pode reverter a negativa de entrada, reiterando sua posição de não envolver-se nos processos migratórios.
Contexto e desdobramentos
Artan era esperado para apitar jogos na edição realizada em parceria entre Canadá, México e Estados Unidos. Aos 34 anos, ele figurava entre os 52 árbitros selecionados para o torneio.
O anúncio de seu afastamento ocorreu pouco antes do início da Copa. A Fifa destacou que não se envolve em concessões de vistos, recebendo informações das autoridades anfitriãs sobre o caso.
Aos olhos da CAF, Artan é reconhecido como um dos árbitros mais respeitados da África. Seu afastamento é visto como impacto no espírito de equilíbrio e mérito esportivo promovido pelo torneio.
Reações e próximas etapas
Ainda não houve manifestação pública do governo dos Estados Unidos sobre o caso. Infantino enfatizou que, embora a organização busque soluções, não pode mandar em políticas migratórias nacionais. Segundo a Fifa, a situação não sofrerá alterações no momento.
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