O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu críticas sobre suas políticas de imigração, afirmando que trabalha para permitir a entrada de “pessoas certas” durante a Copa do Mundo. A declaração ocorreu na quarta-feira, após o governo assinar lei de US$ 70 bilhões para fiscalização e deportação de imigrantes. A ONU pediu revisão das políticas de entrada de estrangeiros durante o evento.
Volker Türk, alto comissário de Direitos Humanos da ONU, criticou as medidas de controle de fronteira dos EUA, citando casos de torcedores, árbitro somaliano da FIFA e dirigentes impedidos de entrar. Segundo a ONU, tais ações afetam direitos e dignidade humanas, especialmente às vésperas da Copa.
No âmbito interno, as ações de fiscalização têm sido vistas como rígidas. Nos EUA, seleções passaram por revistas rigorosas e houve vistos negados para delegações. A recepção de equipes contrasta com a festa no México, que abriu as portas para a Copa com celebração e torcida.
Entrada nos EUA e revistas
Na segunda-feira (8), a seleção do Senegal foi revista na pista do aeroporto de Raleigh, Carolina do Norte. Jogadores e membros da delegação passaram por detector de metal e checagem de bagagem. O episódio surpreendeu pela intensidade da fiscalização perto do embarque.
Em Chicago, a Bélgica também foi submetida a revista com detectores de metal, incluindo a sola de sapato. Essas imagens ganharam repercussão nas redes sociais e influenciaram o debate sobre o tratamento de equipes estrangeiras.
O árbitro somaliano Omar Artan, escalado para atuar na Copa, teve a entrada negada após horas de interrogatório. Artan possuía visto válido, segundo informações da Federação da Somália, o que gerou questionamentos sobre critérios de admissão.
A Uzbequistão, ao desembarcar para amistoso contra a Holanda em Nova York, também enfrentou fiscalização expressiva. A delegação divulgou que todas as bagagens foram revistadas, com longas esperas sob o sol. O técnico Fabio Cannavaro criticou o episódio.
Receptivo no México e mudanças migratórias
Enquanto isso, o México recebeu as delegações com festa, enfrentando tom oposto ao dos EUA. A Espanha chegou a Puebla para amistoso contra o Peru, sendo recebida com bandas, dança e bandeiras. A imprensa espanhola destacou a recepção calorosa.
Entre medidas de endurecimento, o governo dos EUA ampliou o escopo de vistos de turismo de 19 para 39 países. Nações como Haiti, Irã, Somália, Sudão e Mali sofreram suspensões parciais ou totais. Cidadãos de cerca de 50 países foram obrigados a deixar depósitos de garantia para emissão de vistos.
As novas regras também incluíram maior exigência de caução para determinados estrangeiros, com valores variados entre US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 15.000, segundo a política de visto vigente. A medida visa dificultar permanência ilegal de torcedores e delegações durante o torneio.
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