Ma Ning, árbitro brasileiro? Não. Elenco chinês na Copa do Mundo é substituído pela figura do juiz conhecido por distribuir cartões. A seleção da China ficou de fora da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva, e torcedores passaram a destacar o árbitro Ma Ning como representante do país no torneio que começa hoje nos EUA.
Ma Ning, de 46 anos, é reconhecido por um estilo rígido em campo. O juiz ganhou apelido de mestre dos cartões após exibir nove amarelos e três vermelhos em uma partida de 2015 em Xangai, recorde na sua carreira. Além da atuação na Fifa desde 2011, ele leciona no Instituto de Esportes de Nanquim.
A China não se classificou para a Copa desde sua estreia, em 2002, quando foi eliminada na fase de grupos sem pontuar. Nas últimas duas décadas, o futebol chinês enfrentou crises financeiras e casos de corrupção que atingiram jogadores, árbitros e dirigentes.
Ma Ning já está em Miami, nos Estados Unidos, participando de um período de treinamento de dez dias para o corpo de arbitragem do campeonato. Ele é acompanhado de Zhou Fei, árbitro assistente, e Fu Ming, assistente de vídeo.
Os treinamentos ocorrem em meio a debates nas redes sociais chinesas. Personalidades comentam tanto apoio quanto críticas à ideia de ter um árbitro como emblema nacional durante a Copa. O debate se intensificou em plataformas como RedNote, onde Ma já acumula centenas de milhares de seguidores.
Para a trajetória rumo ao Mundial, Ma mantém presença online com conteúdos que associam a imagem de um árbitro firme a referências da tecnologia e do patrocínio. Em publicações, ele aparece com itens de marcas grandes, incluindo Lenovo, reforçando o vínculo entre arbitragem e o branding nacional.
Quem acompanha a Copa vê, assim, uma disputa paralela: torcedores desejam ver a seleção no torneio, enquanto outros destacam o papel visível de Ma Ning como símbolo do futebol chinês em meio a uma temporada marcada por crises e mudanças no esporte do país.
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