Edin Dzeko, atacante de 40 anos, é destaque da seleção da Bósnia na Copa do Mundo e carrega a marca de sobrevivente do Cerco de Sarajevo. Nascido em Sarajevo, ele vivenciou o conflito que devastou o país na juventude e hoje lidera o time em mais uma edição do torneio.
A guerra, ocorrida entre 1992 e 1995, deixou mais de 100 mil mortos e fez milhares de refugiados. O Cerco de Sarajevo, entre 1992 e 1993, foi um dos episódios mais marcantes, com ataques a civis e saques constantes. A memória persiste entre os sobreviventes.
Sobre Dzeko, o ídolo
Dzeko venceu o trauma da guerra ao se tornar referência do futebol europeu. Atuando por clubes como Manchester City, Roma e Inter de Milão, hoje defende o Schalke 04, que retorna à Bundesliga na próxima temporada. Foi o maior jogador da história do país, que carrega uma dor coletiva.
Nascido em Saravejo, o atacante viu a casa da família ser destruída por bombardeios. O futebol surgiu como fio de esperança para muitos bosnios durante o pós-guerra, unindo o país em torno de uma paixão comum.
Caminho até a Copa do Mundo
A Bósnia estreou na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, após uma campanha de Eliminatórias sem derrotas na fase classificatória. O ciclo seguinte teve alta expectativa, mas a vaga direta ficou perto; o time acabou disputando os playoffs.
Nos playoffs, a equipe enfrentou a Itália e garantiu a vaga com uma série de pênaltis após empate no tempo regulamentar e na prorrogação. Dzeko atuou nos 120 minutos da decisão, sofreu uma fratura de clavícula nos minutos finais, mas foi convocado para o Mundial.
Preparação para o Grupo B
A estreia da Bósnia na Copa será no dia 12, às 16h, contra o Canadá. O grupo também conta com Catar e Suíça, completando o Grupo B. A competição marca a continuidade de Dzeko como pilar técnico e emocional do time, apesar da idade avançada.
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