O Estádio Azteca, sede da abertura da Copa do Mundo de 2026, tem sua história marcada por grande dimensão, localização e engenharia. Construído sobre rocha vulcânica na Cidade do México, o projeto envolveu décadas de planejamento e ajustes para receber o evento mundial.
O espaço, que tem capacidade para cerca de 83 mil torcedores, é reconhecido como o maior do México. Além disso, fica a mais de 2.200 metros de altitude, o que impõe desafios de oxigenação aos atletas.
Origens e construção
Projetado por Pedro Ramírez Vázquez e Rafael Mijares Alcérreca, o estádio surgiu em terreno rochoso deixado pelo vulcão Xitle. A obra de fundação exigiu a remoção de carga expressiva de rocha com explosivos e estruturas de concreto.
A construção, iniciada em 1962, mobilizou 800 operários, 10 arquitetos, 17 técnicos e 35 engenheiros. O orçamento inicial era de 95 milhões de pesos, mas o custo final superou 200 milhões de pesos.
Estrutura, localização e fatores de manutenção
O Azteca está instalado em área de afundamento, o que motivou monitoramento da região pela NASA por meio de satélites. A capital mexicana apresentou subsidência em áreas próximas, com registro de até 2 cm ao mês em solos argilosos.
O estádio ocupa mais de 63 mil m² e utiliza 100 mil toneladas de concreto. A área recebeu renovação para a Copa do Mundo de 2026, com modernização de gramado, vestiários, iluminação e audiovisual.
Ligações históricas e curiosidades
O primeiro gol no Azteca foi marcado por um brasileiro, Arlindo, em jogo amistoso entre América e Torino, em 1966. O estádio também recebeu gols de Pelé, em 1970, e de Maradona, em 1986, durante Copas do Mundo.
A reforma de 18 meses para a candidatura de 2026 elevou a capacidade em 4 mil lugares. A atualização incluiu gramado híbrido, telões, iluminação em LED e novos sistemas de drenagem e áudio.
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