O início da Copa do Mundo de 2026 no México ficou marcado por tensão nos arredores do Estádio Azteca. Horas antes do jogo entre México e África do Sul, milhares de manifestantes ocuparam ruas da capital. A Polícia Mexicana manteve um forte esquema de segurança.
Diferentes grupos participaram das mobilizações, incluindo professores, familiares de desaparecidos, movimentos sociais e opositores da presidente Claudia Sheinbaum. As ações ocorreram em vários pontos da Cidade do México, com maior intensidade perto do Azteca.
A principal via de acesso ao estádio, a Calzada de Tlalpan, foi tomada por manifestantes durante a tarde. O protesto, batizado de Vamos Iluminar a Busca, reuniu famílias de desaparecidos de mais de dez estados.
Protestos e vigilância policial
Segundo organizadores, o protesto foi pacífico e não visou impedir a partida ou bloquear a entrada de torcedores. Apesar disso, houve confrontos com a dispersão de parte dos manifestantes com bombas de efeito moral, jatos de água e outras ações.
O entorno do Azteca mostrava um cenário de contraste. Enquanto a arena recebia torcedores de diferentes regiões, murais, obras de mobilidade urbana e barricadas conviviam com a presença de forças de segurança.
Impacto e contexto da abertura
A abertura da Copa no México envolve 48 seleções e 104 jogos, com o Azteca sediando cinco partidas. O efeito é duplo: celebração esportiva e visibilidade internacional para pautas sociais ainda sem solução.
Entre na conversa da comunidade