Ghana criticou veementemente a decisão do Canadá de negar o visto a Thomas Partey para o jogo da Copa do Mundo contra o Panamá na quarta-feira. O governo ghanaense descreveu a medida como autoritária e extremamente injusta.
O Ministério das Relações Exteriores de Gana informou ter enviado uma nota oficial de protesto ao governo canadense solicitando nova análise da decisão. Partey, 32 anos, atua como meio-campista no Villarreal e enfrenta acusações de estupro e agressão sexual na Grã-Bretanha, das quais nega qualquer wrongdoing.
Partey está com o elenco de Gana em Boston e terá direito a jogar nas partidas seguintes do Grupo L, contra Inglaterra na cidade e contra a Croácia em Filadélfia. A imprensa local destacou que o jogador pode permanecer apto para os próximos compromissos da equipe.
O chanceler ghanaense afirmou que, apesar do direito soberano do Canadá de aplicar leis de imigração, o uso de acusações não comprovadas sem decisão judicial configura desequilíbrio e desproporcionalidade. O texto oficial enfatizou a privação de oportunidades com base em alegações ainda não comprovadas.
Mais cedo, um porta-voz da imigração canadense afirmou que o país mantém a posição de que eventos de grande porte não alteram as leis de imigração e que cada caso é avaliado individualmente. O pronunciamento ressalta que as regras continuam em vigor, independentemente de a Copa ocorrer no país.
A Confederação de Futebol Internacional (Fifa) afirmou não atuar nos processos de imigração dos países hospedeiros. A situação de Partey é mencionada como mais um caso relacionado a questões de visto durante o torneio.
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