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Italianos órfãos da Azzurra torcem por Brasil e Espanha na Copa do Mundo

Italianos órfãos da Azzurra torcem por Brasil e Espanha na Copa, impulsionados por Ancelotti, enquanto maioria afirma sentir nostalgia pela ausência italiana

Torcida agitada em arquibancada de estádio, com várias bandeiras italianas verdes, brancas e vermelhas tremulando. Fumaça branca envolve o grupo, que está atrás de uma grade de proteção. Banner azul com texto em italiano está pendurado na frente.
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A seleção italiana está ausente pela terceira Copa do Mundo consecutiva, gerando frustração, nostalgia e distanciamento entre os torcedores. Uma pesquisa do instituto SWG, realizada online de 3 a 5 de junho com 800 entrevistas, traz esse retrato.

Segundo o levantamento, 75% dos italianos disseram sentir-se tristes pela ausência da Azzurra, eliminada na repescagem europeia pela Bósnia e Herzegovina. Mesmo assim, o futebol permanece relevante para muitas pessoas, com 59% indicando que acompanharão o torneio.

Ainda que haja desânimo, há interesse em outras seleções. O estudo mostra que 17% torcerão pelo Brasil, 16% pela Espanha, 10% pela Argentina e 5% pela França e Inglaterra cada. Outros times coletam menos apoio.

Um dado marcante é a falta de uma seleção favorita para 35% dos respondentes. A atração pela Copa é moldada, em parte, por treinadores italianos atuando no exterior, que surgem como novos motivos de engajamento.

Entre os motivos de torcida, o técnico Carlo Ancelotti aparece como principal fator para o Brasil. A preferência brasileira é atribuída à presença do treinador italiano à frente da equipe canarinha, segundo a pesquisa.

Entretanto, o sentimento de perda é compartilhado por personalidades. O ministro do Esporte italiano, Andrea Abodi, descreve o cenário como desorientador, ainda que declare torcer pelo Brasil de Ancelotti e mencionar outros técnicos ligados ao país.

Figura pública também ressalta o vínculo com treinadores italianos no exterior, como parte importante da identificação com a Copa. A atriz Cristiana Capotondi aponta essa relação ao justificar o apoio ao Brasil de Ancelotti.

Especialistas ou representantes da cultura confirmam esse descontentamento geral. O astrofísico Amedeo Balbi disse que, sem a Itália, acompanha menos a competição, mas admite simpatia por equipes com jogadores de seu clube de coração, a Roma, e pelo Brasil de Ancelotti.

Além do aspecto esportivo, a ausência da Itália suscita debates sobre o futuro do futebol nacional. A Federação Italiana procura reconstruir a competitividade, enquanto parte da torcida vive a Copa com um sentimento ambíguo de hábito e vazio.

A pesquisa revela, ainda, que muitos italianos buscam consolo em vínculos indiretos com o torneio, seja pela presença de treinadores compatriotas ou por ligações com outras seleções, sem, contudo, substituir a experiência de ver a Azzurra em campo.

Fonte: instituto SWG, dados de 3 a 5 de junho, 800 entrevistados.

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