Ruas do Rio de Janeiro voltaram a ganhar cores para a Copa do Mundo de 2026. Mutirões de moradores, comunidades e bairros tradicionais promovem a pintura do asfalto em verde e amarelo, retomando uma manifestação histórica do futebol brasileiro.
A iniciativa envolve regiões como Rocinha, Vila Isabel, Tijuca, Santo Amaro, Glória e Jardim América, além de Niterói. A decoração ocorre antes da estreia da seleção e é patrocinada por comunidades, prefeituras e iniciativa privada.
Entre os destaques, a Via Ápia, na Rocinha, ganhou uma pintura gigante, transformando a via em galeria a céu aberto. Em Vila Isabel, a Rua Jorge Rudge busca manter tradição premiada no Mundial de 2002.
Na Tijuca, a Rua Pereira Nunes reuniu moradores para pintar o asfalto e instalar bandeirinhas, associando esporte a inclusão e convivência. O Vidigal também participa do movimento, junto a ruas da Mangueira e da Glória.
Outros pontos marcados são a Escadaria do Fialho, na zona sul, o Mirante do Santo Amaro, no Catete, e ruas de Vicente de Carvalho, Jardim América e Botafogo. Em Niterói, locais como a Travessa São Feliciano e a Rua Ministro Sousa Costa entram no clima.
Especialistas e moradores destacam o efeito cultural do mutirão: pertencimento, memória afetiva e a forma de celebrar o futebol de modo comunitário. A tradição, que ganhou força nos anos 1990 e 2000, renasce em 2026.
A ideia é unir vizinhos, promover obras de arte coletivas e transformar espaços públicos em celebração da Copa. Em histórias locais, cada rua acrescenta referências regionais, grafite e símbolos ligados ao esporte.
Ao longo da Região Metropolitana, o mapa de cores revela o esforço de manter viva uma prática que envolve aracar recursos, planejamento e tempo de preparo, com foco na estreia da seleção brasileira.
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