Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali premiado da África, teve o passaporte diplomático rejeitado ao desembarcar em Miami, impedindo sua participação na Copa do Mundo na América do Norte. Ele ficou 11 horas retido para entrevista de migração e foi deportado para a Turquia, sob a alegação de ligações com terroristas.
A Fifa informou que Artan receberá integralmente os valores combinados para trabalhos em jogos nos EUA, Canadá e México, mesmo sem atuar na Copa. A decisão foi anunciada após pressão de veículos como a BBC Sport, que apuraram a garantia de pagamento pelos serviços contratados.
O episódio gerou solidariedade de Canadá e México, mas não abriu brecha para que o árbitro atuasse na Copa, já que a concentração de árbitros nos EUA impede participação em partidas dos demais países anfitriões.
Retorno à Somália e nova atribuição
Artan foi recebido com festa em Mogadíscio e, mesmo após o episódio, já foi escalado pela Uefa para apitar a final da Supercopa da Europa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, em 12 de agosto, em Salzburg, abrindo a temporada europeia.
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