Mehdi Taremi afirmou que a tensão em torno da seleção iraniana antes do Mundial ofuscou a mensagem de paz promovida pela FIFA. O atacante disse sentir o peso do contexto ao chegar a Los Angeles, na véspera do primeiro jogo, quando também foi anunciada uma possível trégua no conflito.
A equipe iraniana desembarcou em Los Angeles após passagem por Tijuana, no México, onde esteve deslocada devido a impasses com vistos. A chegada ocorreu sob forte dispositivo de segurança e com protestos de parte da diáspora iraniana na Califórnia.
O treino de preparação teve atraso, pressionando o calendário da seleção. O técnico Amir Ghalenoei reconheceu que o trajeto complexo prejudicou os planos de treinamento, mas manteve o foco em rendering o melhor desempenho em campo.
Taremi reforçou que a equipe atua para unificar torcidas, independentemente de onde apoiem. O treinador também comentou a ausência de Sardar Azmoun, ressaltando a qualidade do jogador, mas afirmando que a equipe segue com o elenco disponível.
Protestos externos marcaram a chegada, com iranianos no entorno do hotel e grande presença policial. Partes da comunidade local expressaram críticas ao governo, enquanto a imprensa acompanhava a agenda de atividades.
O evento ocorre em meio a debates sobre limites de símbolos no Mundial, incluindo a proibição de bandeiras históricas do Irã em estádios. Questionamentos sobre isso foram encaminhados a representantes da FIFA, que não tiveram assunto relacionado à competição.
O Irã entrou no jogo com a expectativa de competir sob pressão externa, tentando manter o foco no campo. A equipe enfrenta questões logísticas, como mudanças de campo e campamentos de treinamento, que já haviam sido alvo de debates antes da competição.
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