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O que modelos de previsão da Copa ensinam sobre finanças

Caso a Holanda vença a Copa de 2026, pode surgir estátua para Joachim Klement; seu modelo financeiro aponta apenas quatro por cento de chance, destacando o papel do acaso

Copa do Mundo de 2026: Joachim Klement, estrategista-chefe do Panmure Liberum, prevê que a Holanda será a vencedora do torneio (Foto: Carlos Moreno/Bloomberg)
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Bloomberg Opinion destaca que há um memorial ao polvo Paul no Sea Life Centre de Oberhausen, criado após o animal prever corretamente os sete jogos da Alemanha na Copa de 2010. A curiosidade ganhou notoriedade mundial.

Se a Holanda vencer a Copa de 2026, que começou no dia 12 de novembro no México, pode surgir a ideia de erguer uma estátua para Joachim Klement, estrategista-chefe do Panmure Liberum, conhecido como o oráculo do mercado.

Klement viralizou ao apostar, já em 2014, que a Alemanha venceria a edição seguinte, seguida por França em 2018 e Argentina em 2022. Seu modelo para 2026 aponta a Holanda como azarão, com 4% de probabilidade, segundo o Polymarket.

O analista alemão permanece convicto de que o modelo funciona, ainda que reconheça a surpresa de acertos anteriores. O relatório sobre o tema é, para ele, ao mesmo tempo sério e humorístico, dentro de notas de pesquisa de bancos.

A notícia gera debate sobre a relação entre previsões econômicas, esportivas e o papel do acaso. O modelo dele tenta explicar variações de desempenho usando dados macroeconômicos e de desempenho de equipes.

O método de Klement nasceu de estudo de 2002 sobre determinantes socioeconômicos do desempenho no futebol, incluindo PIB per capita, tamanho da população, temperatura e ser o país anfitrião, com ajuste pela posição na FIFA.

Em comparação, o sistema da Goldman Sachs analisa quase 20 mil partidas desde 1978 e usa regressões, classificação Elo, indicadores de talento e 50 mil simulações de Monte Carlo para chegar às probabilidades.

Apesar de a Espanha aparecer com 26% de chance no modelo da Goldman, e Portugal ter 4% na aposta de Klement, nenhum modelo é definitivo. A leitura enfatiza que o acaso exerce influência expressiva em torneios de mata-mata.

A conclusão prática é evitar superestimar previsões econômicas ou de mercado. O autor ressalta que o erro é parte do processo, destacando a limitada confiabilidade de modelos para eventos únicos.

Entre as lições, aponta-se a cautela ao considerar previsões e a lembrança de que apenas um polvo existiu na prática de prever resultados esportivos com variação significativa.

Este texto reflete as opiniões do autor e não representa necessariamente a posição oficial de Bloomberg LP ou de seus proprietários.

Matthew Brooker é colunista da Bloomberg Opinion, com foco em negócios e infraestrutura, anteriormente editor da Bloomberg News e do South China Morning Post.

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