O relatório da World Weather Attribution (WWA) aponta que aproximadamente 25% das 104 partidas da Copa do Mundo de 2026 poderão ocorrer em temperaturas excessivas. Paris: as cidades-sede dos EUA, Canadá e México enfrentam esse risco, com condições mais prováveis em cidades como Miami, Kansas City, Philadelphia, Dallas e Houston. A análise usa o índice WBGT para avaliar calor real no ambiente.
O estudo observa que o cenário é quase o dobro do registrado na Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos. A metodologia combina dados históricos de WBGT com fatores locais como altitude, umidade, clima regional e características urbanas dos estádios. O objetivo é estimar a probabilidade de calor extremo em cada jogo.
Segundo a pesquisa, cerca de um quarto das partidas pode enfrentar o primeiro nível de risco, e ao menos cinco jogos poderão ocorrer em condições de 82,4°F (28°C) ou mais no WBGT. Miami, Kansas City, Philadelphia, Dallas e Houston aparecem com maior frequência de eventos de alto risco.
Mudanças significativas de tema
Um segundo conjunto de resultados reforça o alerta: as cidades-sede também apresentam alta probabilidade de condições extremas repetidas, com retorno anual estimado para 82,4°F no WBGT. Além disso, cidades como Atlanta, Boston, New York e Monterrey mostram padrões semelhantes para o limiar de 78,8°F.
A equipe da WWA ressalta que o aumento dos riscos está associado ao aquecimento global recente. O estudo cita que a temperatura média mundial tem subido entre 0,5 e 0,7°C desde 1994, intensificando ondas de calor. Em resposta, a FIFA confirmou pausas de hidratação de três minutos no meio de cada tempo.
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