O Irã foi obrigado a retornar ao México após a estreia na Copa do Mundo, em meio a tensões entre Teerã e Washington. O técnico Amir Ghalenoei afirmou que a equipe foi oprimida e teve de partir de Los Angeles imediatamente após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia. A decisão ocorreu pouco antes de a equipe se recuperar para o próximo jogo.
Segundo o treinador, o Irã esperava passar a noite de segunda-feira em Los Angeles para depois seguir viagem, mas recebeu ordem de partida imediata. A restrição incluía retorno direto ao acampamento no México, sem tempo para descanso adicional.
Ghalenoei não apresentou quem impôs o ponto final na programação. O Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não responderam a pedidos de comentários. Em campo, Mehdi Taremi classificou a situação como desastrosa e pediu mais apoio da Fifa.
Protestos e clima fora de campo
Taremi também comentou que a pressão fora de campo afetou o desempenho da equipe e pediu intervenção da Fifa para reduzir restrições. O jogador citou visitas de Gianni Infantino ao vestiário do Irã como sinal de atenção, mas manteve o apelo por mais suporte.
O Irã volta a jogar no domingo, contra a Bélgica, às 16h, no Estádio de Los Angeles. A equipe encerra a participação no grupo G no dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. A viagem de preparação, iniciada em Tijuana, México, gerou crítica por exigir ajustes rápidos entre fases do torneio.
A estreia iraniana na Copa ocorreu sob protestos dentro e fora do estádio em Los Angeles. Torcedores iraniano-americanos manifestaram apoio à população no Irã e expressaram oposição ao governo, gerando clima tenso durante o jogo. A Federação Internacional de Futebol proibiu bandeiras ou slogans políticos, mantendo o protocolo do torneio.
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