O treinador Carlo Ancelotti mantém a estratégia de preservar Endrick, mesmo após a estreia do Brasil na Copa do Mundo com atuação no banco contra Marrocos. O objetivo é desenvolver o atacante de 19 anos sem que ele seja visto como solução imediata.
Desde 2023, Endrick disputou 17 partidas pela seleção principal, com apenas duas entradas como titular. Ao todo, soma 534 minutos em campo, com quatro gols e uma assistência. A cobrança acompanha o ritmo lento do jovem em consolidadamente ganhar espaço.
A ênfase é de que o amadurecimento seja gradual. Em março, o jogador já assegurou presença na lista da Copa, mas o técnico reforça que a evolução ocorre dentro de um processo mais amplo, sem aceleradores.
Cobranças vão além dos gols
A avaliação interna aponta que Endrick precisa contribuir na construção de jogadas, na pressão sem bola e na gestão tática, não apenas com gols. O foco é manter concentração por mais tempo nos jogos.
Eixo semelhante emerge em bastidores do clube. Em Lyon, o técnico Paulo Fonseca já havia destacado que o brasileiro podia entregar mais, mesmo com números positivos. A comparação serve de referência para a seleção.
CBF busca reduzir peso sobre Endrick
Há preocupação com a pressão excessiva sobre o jovem. A CBF orienta que a entrada dele na equipe não exija que resolva sozinha os problemas do ataque. Confiança no talento permanece, desde que haja espaço adequado.
Durante a Copa, a postura de Endrick tem sido elogiada pela delegação. A maturidade dele frente à concorrência e ao ambiente do grupo é vista como um diferencial, dentro de um planejamento técnico.
O próximo capítulo ocorre nesta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), quando o Brasil encara o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A expectativa é ver o alcance do amadurecimento em jogo decisivo.
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