O caminho de Ana Cândida Évora, mãe do goleiro Vozinha, ganhou contornos inesperados durante a Copa do Mundo. O plano era acompanhar a estreia de Cabo Verde contra Espanha, nos Estados Unidos, mas o visto teve custo proibitivo. A taxa incluía uma caução de US$ 15 mil, equivalente a mais de R$ 75 mil.
O caso ganhou repercussão após o goleiro Vozinha, Josimar Évora Dias, revelar a dificuldade de levar a mãe ao torneio. O desabafo emocionou torcedores e chamou a atenção de líderes políticos nos EUA.
A história ganhou contornos políticos ao chegar a Washington, onde Hakeem Jeffries, líder Democrata no Congresso, decidiu interceder. Ele afirmou ter falado com o secretário de Estado Marco Rubio para viabilizar a ida da mãe ao jogo seguinte.
Intervenção política e mudança de rumo
O Departamento de Estado anunciou a suspensão temporária das taxas de visto e da caução. A medida vai facilitar a permanência de familiares de jogadores de alguns países, incluindo Cabo Verde, durante a Copa.
Em nota, o governo informou que a equipe de vistos em Praia está em contato com Ana Cândida para providenciar os serviços necessários. A decisão ocorreu pouco tempo depois da mobilização.
Ana Cândida celebra a notícia e já se prepara para viajar. Ela afirmou à BBC que está feliz com a rapidez da mudança e que pretende assistir ao próximo jogo, contra o Uruguai, com Vozinha na arquibancada.
Ela pretende levar muita energia às arquibancadas e garantir o abraço esperado após o confronto. A história mostra como a esfera pública pode influenciar barreiras administrativas em momentos decisivos.
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