Poucos títulos foram tão importantes para a história do Corinthians quanto a Libertadores de 2012. Ao mesmo tempo, poucas competições fizeram o clube sofrer tanto. Antes e depois daquela campanha invicta, o Timão viveu momentos turbulentos na relação com a copa mais sonhada da América.
Nesta quinta-feira (13), o Corinthians terá a oportunidade de começar a construir o sonho do bicampeonato. A equipe visita o Rosario Central, às 21h30, no Gigante de Arroyito, pelo primeiro jogo das oitavas de final. E alguns números ajudam a dimensionar o tamanho da dificuldade que a Libertadores representa para o Alvinegro.
Poucos títulos foram tão importantes para a história do Corinthians quanto a Libertadores de 2012. Ao mesmo tempo, poucas competições fizeram o clube sofrer tanto. Antes e depois daquela campanha invicta, o Timão viveu momentos turbulentos na relação com a copa mais sonhada da América.
Nesta quinta-feira (13), o Corinthians terá a oportunidade de começar a construir o sonho do bicampeonato. A equipe visita o Rosario Central, às 21h30, no Gigante de Arroyito, pelo primeiro jogo das oitavas de final. E alguns números ajudam a dimensionar o tamanho da dificuldade que a Libertadores representa para o Alvinegro.
Mais quedas na pré do que semifinais
O Corinthians é o clube brasileiro com mais eliminações na chamada pré-Libertadores. Foram três quedas antes da fase de grupos.
A primeira aconteceu em 2011, no histórico confronto com o Tolima. Depois de um empate sem gols no Pacaembu, o Corinthians perdeu por 2 a 0 na Colômbia e se tornou o primeiro brasileiro a cair naquela etapa do torneio.
Em 2020, foi a vez do Guaraní, do Paraguai, aprontar. Cinco anos depois, o Barcelona de Guayaquil venceu o Timão por 3 a 0 no Equador e resistiu à vitória corintiana por 2 a 0 na Neo Química Arena.
O número chama ainda mais atenção porque o Corinthians chegou às semifinais da Libertadores apenas duas vezes: em 2000, quando foi eliminado pelo Palmeiras, e em 2012, ano em que passou pelo Santos antes de conquistar o título invicto.
Gols e mata-mata são um problema
No século XXI, o clube conseguiu apenas uma vitória como visitante a partir das oitavas de final: o 1 a 0 sobre o Santos, na Vila Belmiro, pela semifinal de 2012, com gol de Emerson Sheik.
Fora do Brasil, considerando também a fase pré, foram 18 jogos eliminatórios como visitante, com uma vitória, sete empates e dez derrotas. O único triunfo aconteceu contra o Deportivo Espoli, no Equador, em 1996.
Os gols também desapareceram. Romarinho, no empate por 1 a 1 com o Boca Juniors na final de 2012, foi o último jogador do Corinthians a marcar fora de casa em um mata-mata da Libertadores. Desde então, o time passou em branco como visitante contra o mesmo Boca, Guaraní, Nacional, Colo-Colo e Flamengo.
Mesmo considerando jogos em casa, o jejum é longo. O último gol corintiano em mata-mata da competição foi marcado por Roger, na vitória por 2 a 1 sobre o Colo-Colo, em 29 de agosto de 2018. Depois disso, vieram quatro partidas sem balançar as redes. Dois 0 a 0 contra o Boca, em 2022, e duas derrotas diante do Flamengo nas quartas de final.
Contraste com rivais
A comparação com os rivais é inevitável e até um pouco traumatizante para os torcedores corinthianos.
Números na Libertadores:
- Corinthians – 18 participações, 1 título, 1 final, 2 semifinais, 73 vitórias e 237 gols
- Palmeiras – 26 participações, 3 títulos, 7 finais, 12 semifinais, 149 vitórias e 509 gols
- São Paulo – 23 participações, 3 títulos, 6 finais, 10 semifinais, 105 vitórias e 331 gols
⚽O Palmeiras tem mais vitórias do que o Corinthians tem de jogos pela competição. São 149 triunfos alviverdes contra 148 partidas disputadas pelo Timão.⚽
A exceção em meio aos traumas
Antes do título, a Libertadores acumulou pesadelos para o Corinthians. O clube caiu duas vezes para o Palmeiras, em 1999 e 2000, foi eliminado pelo River Plate em 2003 e 2006 e perdeu para o Flamengo nas oitavas de 2010. No ano seguinte, viveu um dos maiores vexames de sua história ao cair para o Tolima ainda na fase preliminar, sob o comando de Tite.
A resposta veio em 2012. A diretoria manteve o treinador, e o Corinthians fez uma campanha invicta. Eliminou Emelec, Vasco e Santos antes de derrotar o Boca Juniors na final e conquistar a América pela primeira vez. Das 11 classificações do clube em confrontos eliminatórios até 2025, quatro aconteceram naquela edição. O ano ainda foi coroado com a conquista do Mundial de Clubes, contra o Chelsea, na histórica invasão corinthiana ao Japão.
O título, no entanto, não mudou definitivamente a relação com a competição. Na defesa da taça, em 2013, o Boca eliminou o Corinthians nas oitavas, no famoso caso “Amarilla”, em que o Timão foi severamente prejudicado, principalmente no jogo de volta, no Pacaembu. Depois disso, o clube ficou fora da Libertadores em 2014 e, quando retornou, caiu para o Guaraní em 2015. A eliminação ganhou contornos ainda mais constrangedores porque, antes do confronto, o dirigente Sergio Janikian havia classificado o duelo com os paraguaios como um “presente de Deus”.
Depois vieram Nacional, em 2016; Colo-Colo, em 2018; Guaraní, mais uma vez, na pré de 2020; Flamengo, nas quartas de 2022; a queda na fase de grupos de 2023; e o Barcelona de Guayaquil, ainda antes dos grupos, em 2025.
Diante do Rosario Central, o time não pode deixar esse bloqueio entrar em campo, e fazer com que 2012 deixe de ser uma grande exceção na trajetória corintiana na Libertadores.
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