Carlos Alcaraz defendeu nesta quinta-feira (24) o fim das partidas que se estendem pela madrugada nos Grand Slams.
O número 3 do mundo falou em entrevista coletiva em Londres, na véspera do início da Laver Cup.
A cobrança tem origem recente. Há duas semanas, o espanhol foi eliminado nas quartas de final do US Open por Ben Shelton, em cinco sets, com parciais de 6/7 (5/7), 6/1, 6/3, 1/6 e 7/6 (10/7).
O duelo começou na noite de terça-feira, durou 4h28 e terminou às 3h33 da madrugada, o mais tardio da história do torneio.
“Você não vai para a cama antes das 6h30 ou 7h da manhã. Para se recuperar antes do próximo jogo, é o adversário que leva vantagem. É demais. Vão ter que fazer alguma coisa. Não estou falando só das 3h30, terminar à meia-noite já é tarde demais”, afirmou o vencedor de sete Grand Slams.
Entre os quatro Grand Slams, apenas Wimbledon fixa um horário limite, às 23h locais. US Open, Roland Garros e Aberto da Austrália não têm teto.
Em Paris, a vitória de Novak Djokovic sobre Lorenzo Musetti na terceira rodada de 2024 terminou às 3h07.
Uma das soluções em discussão é adotar o formato de melhor de três sets usado no restante do circuito da ATP.
Em agosto, Djokovic sugeriu ir além e reduzir de seis para quatro o número de games necessários para vencer um set.
Andre Agassi, capitão da equipe do Resto do Mundo na Laver Cup, discorda.
O ex-tenista defende a manutenção dos cinco sets e diz que os campeões de Grand Slam são admirados justamente por levarem a capacidade física ao limite, embora reconheça que as partidas não deveriam se estender tanto.
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