O Atlético-MG anunciou no sábado (3), após a vitória sobre o Red Bull Bragantino, o encerramento do contrato com a H2Bet.
A casa de apostas ocupava o espaço de patrocinador master e deixa o clube por causa da Medida Provisória 1.394, que proibiu a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa no país.
O acordo havia sido assinado em dezembro de 2024 e era o maior da história do clube. Previa R$ 60 milhões por temporada, R$ 180 milhões até o fim de 2027, com possibilidade de chegar a R$ 200 milhões por metas. O valor anual representava cerca de 7,8% da receita atleticana em 2025 e superava em muito o que a Betano, antecessora, pagava.
A marca aparecia no principal espaço publicitário da camisa masculina, nos materiais de treinamento e no uniforme da equipe feminina. Em nota, a empresa agradeceu a parceria e afirmou que “o que escrevemos fica na história”.
A MP entrou em vigor no fim de setembro, com efeitos imediatos, e proibiu a oferta, a intermediação e a divulgação das apostas esportivas e dos jogos online. O texto determina a extinção das autorizações já concedidas e estabelece que a decisão, tomada por interesse público, não gera direito a indenização por lucros cessantes ou investimentos realizados. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para sacar os valores disponíveis nas plataformas.
Enquanto 17 clubes apresentaram pedidos ao ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal, para suspender os efeitos da medida, o Atlético não integra esse grupo. O Santos também já rompeu com a Novibet e entrou em campo sem marca no espaço nobre do uniforme.
O Galo agora precisa encontrar um substituto para o espaço de maior exposição da camisa, em um mercado que perdeu de uma vez o setor que mais pagava por esse tipo de cota no futebol brasileiro.
Entre na conversa da comunidade