O São Paulo chega à reta final do Campeonato Brasileiro com três treinadores diferentes na temporada e uma curva de desempenho que só piorou a cada mudança.
A derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, nesta quarta-feira (7), no Mineirão, manteve Dorival Júnior como o pior índice dos três.
A queda em três etapas
Hernán Crespo comandou o time nas quatro primeiras rodadas, com três vitórias e um empate. Foram dez pontos em 12 possíveis, aproveitamento de 83,3%.
Roger Machado assumiu em março e dirigiu 11 partidas no Brasileirão, somando quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas. O índice caiu para 42,4%.
Desde maio, Dorival Júnior já comandou 13 jogos na competição, com três vitórias, três empates e sete derrotas. São 12 pontos em 39, o equivalente a 30,7%.
Entre o primeiro e o atual treinador, a queda passa de 52 pontos percentuais. No intervalo entre Roger e Dorival, o auxiliar Milton Cruz ainda comandou uma partida como interino.
Por que os dois primeiros caíram
Crespo foi desligado em 9 de março, mesmo com o melhor índice dos três. A decisão veio depois de resultados ruins no Campeonato Paulista.
Roger Machado durou pouco mais de dois meses. Sua saída foi definida após a eliminação precoce na terceira fase da Copa do Brasil, para o Juventude. Considerando todas as competições, ele deixou o clube com 49% de aproveitamento, contra 61,9% de Crespo.
Dorival segue com respaldo mesmo no pior momento
A terceira passagem de Dorival pelo São Paulo é também a pior. Em 19 jogos somando todas as competições, são cinco vitórias, seis empates e oito derrotas, aproveitamento de 36,8%.
O contraste com o próprio histórico dele no clube é grande. Em 2017, quando assumiu de forma emergencial para tirar o time da zona de rebaixamento, somou 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Na segunda passagem, entre 2023 e 2024, fechou com 51,6%.
Sob o comando atual, o São Paulo chegou a passar dez jogos sem vencer no Brasileirão e foi eliminado da Sul-Americana pelo Boca Juniors, nas quartas de final.
Mesmo com o pior desempenho entre os três, Dorival não corre risco imediato. A diretoria não discute a troca.
Parte da explicação é contratual. O vínculo do treinador termina junto com a gestão de Harry Massis, no fim de 2026. Uma demissão agora obrigaria o clube a contratar um profissional para trabalhar por poucos meses, às vésperas da eleição presidencial.
Situação na tabela
Sem Copa do Brasil e sem Sul-Americana, o Tricolor tem apenas o Brasileirão até dezembro. Ocupa a 11ª posição, com 36 pontos, cinco acima da zona de rebaixamento.
Restam nove rodadas. Para igualar o aproveitamento que Roger deixou, Dorival precisaria de praticamente o dobro do rendimento atual no período final da competição.
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