O Atlético recebe o Montevideo City Torque (URU) nesta quarta-feira (14), às 19h, na Arena MRV, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana.
Uma classificação colocaria o clube em uma decisão continental pelo terceiro ano seguido.
É uma marca que poucos clubes brasileiros alcançaram. Mas que, no caso do Galo, vem acompanhada de um incômodo.
+Atlético x City Torque: onde assistir, escalações e arbitragem
Dois vices recentes
A sequência começou em 2024, na Libertadores. O Atlético chegou à final no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, e perdeu para o Botafogo por 3 a 1, mesmo jogando com um jogador a mais durante praticamente toda a partida.
No ano passado, o roteiro mudou de competição, mas não de desfecho.
Na decisão da Sul-Americana, em Assunção, o Galo empatou sem gols com o Lanús no tempo normal e na prorrogação e caiu nos pênaltis por 5 a 4. Vitor Hugo desperdiçou a cobrança decisiva, defendida por Losada.
Três finais, três derrotas
O recorte fica ainda mais duro quando se inclui a Copa do Brasil. Ainda em 2024, o Atlético também perdeu a decisão nacional, para o Flamengo, com o jogo de volta na própria Arena MRV.
Ou seja, excluindo competições estaduais, foram três finais seguidas perdidas em duas temporadas.
O título da Sul-Americana seria inédito para o clube. Em suas duas participações anteriores em semifinais da competição, em 2019 e 2025, o Galo só avançou à decisão no ano passado.
O caminho até aqui
Nesta edição, o Atlético terminou a fase de grupos na liderança do Grupo B, com dez pontos, somando três vitórias, um empate e duas derrotas, além de oito gols marcados e seis sofridos.
Nas oitavas, eliminou o Red Bull Bragantino. Nas quartas, precisou de uma virada diante do Santos: depois de perder por 2 a 0 na Vila Belmiro, ganhou por 4 a 2 na Arena MRV e avançou nos pênaltis por 3 a 1.

Gabriel Delfim comemorando na disputa por pênaltis (Foto: Pedro Souza / Atlético)
O Torque chegou à semifinal com uma virada parecida com a do próprio Galo. Perdeu por 2 a 0 para o Cienciano em Cusco, a mais de 3.400 metros de altitude, e venceu por 3 a 0 no Centenário, com gols de Salomón Rodríguez e Nahuel da Silva.
Na fase de grupos, os uruguaios somaram 13 pontos e lideraram o Grupo F, campanha superior à do Atlético. Foi isso que definiu o mando: o Galo abre em casa e decide fora.
Além disso, para esta quarta-feira, o Atlético não conta com Everson, Ruan Tressoldi, Gustavo Scarpa e Fred. A equipe chega há seis jogos sem perder.
⚽O adversário desta quarta-feira pertence ao City Football Group, o mesmo grupo empresarial que controla o Manchester City e que, desde 2023, é dono da SAF do Bahia. O Montevideo City Torque disputa sua primeira semifinal de Sul-Americana.
O jogo de volta será em 21 de outubro, às 19h, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
Quem avançar disputa a final em jogo único, em 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia.
Do outro lado da chave estão Vasco e Boca Juniors. Se os dois brasileiros passarem, a competição terá sua segunda final entre clubes do país.
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