O recurso do Manchester City contra a condenação por mais de 100 infrações às regras financeiras da Premier League deve ser julgado até janeiro, segundo David Kogan, presidente do Regulador Independente do Futebol Inglês (IFR). O dirigente afirmou que o processo tem prazo previsto de 12 semanas e, por isso, a expectativa é que a análise aconteça entre meados e o fim do primeiro mês de 2027.
Acusado pelas infrações, o clube nega as alegações e afirma que não cometeu nenhuma irregularidade.
Ainda não há uma punição definida, mas o City pode sofrer uma pesada perda de pontos, com possibilidade de rebaixamento. Também existe especulação sobre a retirada dos três títulos da Premier League conquistados entre 2009 e 2018.
Recurso será analisado por comissão independente
Kogan explicou que o caso não será decidido pelo próprio regulador. A análise ficará a cargo de uma comissão independente formada por três juízes ou advogados aposentados.
“A minha compreensão é que existe um prazo previsto de 12 semanas e, por isso, as pessoas estão supondo que o caso será analisado em meados ou no fim de janeiro”, disse Kogan à “Times Radio”.
O presidente do IFR ressaltou que ainda não é possível tirar conclusões sobre o resultado do processo. A Premier League pretende que o caso seja resolvido ainda nesta temporada.
Enquanto aguarda a decisão, o Manchester City segue normalmente no campeonato. A equipe lidera a Premier League com seis vitórias em seis jogos, depois de derrotar o Liverpool por 3 a 0 no último fim de semana.
Burnham é questionado sobre relação com o City
A investigação também colocou Andy Burnham no centro de questionamentos. O político, que foi prefeito da região metropolitana de Manchester até junho deste ano, afirmou que ficaria “realmente preocupado” caso os proprietários do Manchester City deixassem o clube após a decisão sobre as acusações.
As declarações geraram críticas, e o governo britânico precisou reforçar que ninguém está acima das regras. Depois da repercussão, Burnham divulgou seus contatos anteriores com dirigentes do Manchester City.
Nesta quarta-feira (14), durante uma sessão no Parlamento britânico, ele foi questionado se alguém ligado ao clube havia tratado das acusações com ele ou com sua equipe. “Eles não levantaram essas questões comigo”, respondeu.
A discussão levou David Kogan a reforçar a necessidade de independência do órgão. Segundo ele, não houve interferência política desde a criação do regulador, há um ano, e decisões sobre proprietários, dirigentes ou outros assuntos do futebol não podem sofrer esse tipo de pressão.
“Não podemos, ao regular o futebol, estar sujeitos a interferências políticas nas decisões que tomamos sobre proprietários, diretores ou qualquer outra coisa”, afirmou.
Na terça-feira (13), o presidente já havia dito que renunciaria caso houvesse interferência política em futuras investigações envolvendo os Citizens.
Enquanto isso, o técnico do City, Enzo Maresca, afirmou que confia no clube e acredita que a equipe vencerá o recurso.
Com informações da AFP.
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