A Fifa deve alterar regras de suspensão após a polêmica envolvendo Folarin Balogun, segundo o jornal britânico The Sun. A mudança foi discutida nesta quinta-feira (15), em reunião do Conselho da entidade, em Zurique, e pode estabelecer de forma explícita que todo jogador expulso terá de cumprir suspensão automática, exceto quando houver erro na identificação do atleta.
⚽Um erro de identificação acontece quando o árbitro expulsa o jogador errado, atribuindo a ele uma falta cometida por outro atleta. Nesse caso, a suspensão automática pode ser corrigida, já que o cartão foi aplicado à pessoa errada.
Na última Copa, Balogun protagonizou uma controvérsia após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. O atacante teve a suspensão automática retirada e foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. Os belgas chegaram a ameaçar recorrer à Corte Arbitral do Esporte caso os Estados Unidos vencessem o confronto, mas a Bélgica ganhou por 4 a 1.

O brasileiro Raphael Claus era o árbitro da partida. (Foto por TAYFUN COSKUN / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP)
FIFA quer deixar regra mais clara
De acordo com o The Sun, a FIFA pretende deixar o texto do regulamento sem margem para interpretações sobre a suspensão após um cartão vermelho.
Em documento preparado para explicar a mudança, a entidade afirmou que “nunca houve dúvida nem falta de clareza” sobre a necessidade de cumprir a suspensão automática. O próprio material, porém, diz que a alteração servirá para “corrigir a forma como o caso Balogun foi tratado durante a Copa do Mundo”.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, também foi acusado de interferir na decisão, mas nega qualquer participação. Segundo o jornal, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria telefonado ao dirigente para tratar da expulsão de Balogun. Há relatos de que Infantino teria respondido: “Não se preocupe, eu vou cuidar disso”.
Pressão sobre Infantino
Além da revisão do regulamento, o Conselho da FIFA deve discutir uma proposta de Infantino para mais que dobrar os repasses financeiros às 211 associações nacionais.
Para isso, a entidade pretende utilizar parte de suas reservas de caixa, estimadas em 4,5 bilhões de libras. O valor destinado a cada associação passaria de 7,5 milhões para 11,3 milhões de libras ao longo de quatro anos, além dos repasses já previstos.
O presidente também enfrenta críticas por outras decisões recentes, como o plano da FIFA Forward Enterprises, que previa a entrada de investidores privados em uma participação relacionada à Copa do Mundo. A proposta acabou sendo retirada após a reação negativa de dirigentes do futebol europeu.
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