O fisiculturista Mateusz Chmura, de 33 anos, morreu no último domingo (18) depois de passar mal durante sua apresentação na final britânica da Physical Culture Association (PCA), em Telford, na Inglaterra. A organização confirmou a morte em comunicado na última segunda-feira (19).
Chmura, que morava em Wakefield, disputava a categoria classic bodybuilding medium no Telford International Centre quando desabou no palco. Ele foi atendido ainda no local por paramédicos e depois levado a um hospital, onde morreu. A PCA não informou a causa.
A competição foi interrompida durante o atendimento e retomada após uma reunião dos organizadores com os atletas, antes que soubessem da morte. A entidade enviou condolências à esposa e à família do atleta e pediu que o público evite especulações sobre o caso.
No Brasil, o episódio remete à morte de Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador de 22 anos encontrado sem vida no apartamento onde morava, na Mooca, zona leste de São Paulo, em 23 de maio. O atestado de óbito apontou morte súbita por cardiomiopatia hipertrófica, doença que engrossa o músculo cardíaco e pode ser agravada pelo uso de anabolizantes.
Estudo alerta para os riscos de morte súbita
Um estudo publicado em 2025 no European Heart Journal, coordenado pela Universidade de Pádua, acompanhou 20.286 fisiculturistas que competiram em eventos da IFBB entre 2005 e 2020 e identificou 121 mortes, das quais 46 foram súbitas de origem cardíaca, ou 38% do total.
Entre os profissionais, o risco de morte súbita cardíaca foi mais de cinco vezes maior que entre amadores.
A morte de Chmura é a segunda no fisiculturismo em menos de uma semana. Em 14 de outubro, a chilena Marianne Von Gierke morreu aos 40 anos, três semanas depois de competir no Mr. Olympia, segundo a divisão chilena da NPC Worldwide.
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