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Atlético defende 3 a 0 contra virada que só aconteceu duas vezes na Sula

Torque precisa vencer por três gols para forçar os pênaltis no Centenário, e o vencedor encara o Boca Juniors na final

Jogadores do Atlético-MG comemoram juntos em campo diante da torcida.
Atlético-MG defende vantagem de 3 a 0 contra o City Torque no Centenário, por vaga na final da Sul-Americana (Foto: Pedro Souza / Atlético)

O Atlético-MG entra em campo nesta quarta-feira (21), às 19h (de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu, para defender contra o Montevideo City Torque uma vantagem que a história da Copa Sul-Americana trata como quase definitiva.

O Galo venceu a ida da semifinal por 3 a 0, na Arena MRV, com gols de Reinier, Bernard e Thiago Borbas. Por isso, pode perder por até dois gols de diferença e ainda chegar à final.

Os uruguaios precisam vencer por três gols para levar a decisão aos pênaltis. Uma vitória por quatro ou mais classifica o Torque direto.

+City Torque x Atlético-MG: onde assistir, escalações e arbitragem

Libertad e Huracán, as únicas exceções

Em toda a história da Sul-Americana, só duas equipes conseguiram reverter três gols de desvantagem sofridos no jogo de ida.

A primeira foi o Libertad, em 2003, nas oitavas de final. Os paraguaios perderam por 3 a 0 para o Nacional, justamente em Montevidéu. Na volta, devolveram o placar e avançaram nos pênaltis, por 3 a 2.

A outra aconteceu em 2017, na primeira fase. O Huracán perdeu por 3 a 0 para o Deportivo Anzoátegui, em Puerto La Cruz, e terminou o jogo com nove jogadores. Em Buenos Aires, goleou por 4 a 0, com o quarto gol saindo nos acréscimos, marcado por Romero Gamarra.

⚽ Antes desta edição, apenas duas semifinais da Sul-Americana tiveram um time vencendo a ida por três gols de diferença. Em 2022, o Independiente del Valle bateu o Melgar por 3 a 0 e repetiu o placar na volta. Em 2023, a LDU fez 3 a 0 no Defensa y Justicia em Quito e empatou sem gols na Argentina. Os dois avançaram e terminaram com o título.

Defesa difícil de vazar três vezes

O Torque também esbarra em um dado da temporada atleticana. Em 2026, o Galo só sofreu três gols ou mais em duas partidas, ambas pelo Brasileirão e na Arena MRV.

A primeira foi o 3 a 3 com o Remo, em fevereiro, que o Atlético só empatou no último lance, com gol de Dudu. A segunda foi a derrota por 4 a 0 para o Flamengo, em abril.

O time de Eduardo Domínguez chega a Montevidéu com oito jogos sem perder, com seis vitórias e dois empates. Thiago Borbas, um dos autores dos gols da ida, está fora por lesão.

Do outro lado, o Torque já sabe o que é buscar placar nesta edição. Nas quartas de final, perdeu por 2 a 0 para o Cienciano no Peru e devolveu com 3 a 0 em casa. O time uruguaio, estreante em semifinais continentais, tem no ataque Salomón Rodríguez, artilheiro da competição com sete gols.

Quem avançar enfrenta o Boca Juniors, que eliminou o Vasco com vitória por 3 a 1 no Maracanã. A final será em jogo único, em 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.

Para o Atlético, a vaga significa a terceira final continental seguida, depois da Libertadores de 2024 e da Sul-Americana de 2025.

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