O Botafogo de Futebol e Regatas passou a deter mais de 99% do capital da SAF. Segundo nota oficial do clube e da SAF, o associativo subscreveu no domingo (25) todas as ações que sobraram do aumento de capital. A Eagle Bidco havia aberto mão do direito de preferência.
A Eagle comunicou por escrito em 22 de outubro que não compraria sua parte. O prazo de 30 dias terminou no sábado (24). Com a diluição, a empresa criada por John Textor, que tinha 49%, fica com cerca de 0,82%, conforme cálculos divulgados pela imprensa.
O aumento de capital foi aprovado em AGE em 24 de setembro, com emissão de 200 milhões de ações. A SAF diz que o objetivo é reforçar o caixa e garantir obrigações como o pagamento de salários. O associativo já havia comprado sua cota de 102 milhões de ações, e os 98 milhões restantes cabiam à Eagle.
A SAF afirma ter cumprido todos os trâmites legais, com edital de convocação e preço de emissão definido em laudo da Meden Consultoria. Os direitos políticos da Eagle estão suspensos por decisão da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O clube garante que a operação não altera a estrutura executiva. Eduardo Iglesias segue como CEO, Léo Coelho como diretor de futebol e Felipe Moreira como CFO, entre outros cargos mantidos.
A nova composição facilita a venda de 90% da SAF à GDA Luma, do empresário mexicano Gabriel de Alba, que pode ser feita por transferência direta de ações. Textor ainda contesta a titularidade das ações e tenta validar no STJ uma decisão favorável obtida nos Estados Unidos.
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